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Caras mulheres*,

Em 2018, milhares de pessoas, em mais de 20 cidades alemãs, foram às ruas no Dia Internacional da Mulher. Há décadas não se via tantas pessoas nas ruas, nesta data. No dia 8 de março, nossos olhos também se voltaram para a Espanha. O que vimos lá foi impressionante e inspirador. Mais de cinco milhões de pessoas tomaram as ruas, boicotaram o trabalho assalariado e/ou o trabalho de cuidado e bloquearam universidades e escolas. Esta greve feminista conseguiu paralisar uma grande parte do país, ao mesmo tempo em que construiu uma rede de apoio e compreensão entre a população. Mulheres na Argentina, nos EUA, na Polônia e em outros países também entraram em greve.

Acreditamos que existe a necessidade e a oportunidade, na Alemanha, de também entrarmos em greve no dia 8 de março de 2019, nos alinhando a este movimento internacional, às questões feministas e às preocupações na agenda global. Entraremos em greve não somente por causa do trabalho assalariado, mas por todas as atividades não remuneradas e invisíveis, executadas pelas mulheres, e por causa de relações sociais permeadas de insegurança e violência.

No entanto, nossa luta não tem apenas um dia de duração – trata-se de um processo comum de criação de rede, debate, desenvolvimento, testando novas formas de greve fora do ambiente de trabalho assalariado. E já estamos pensando também em 08 de março de 2020.

O que está acontecendo atualmente?

Em algumas cidades e regiões (atualmente Berlim, Renânia do Norte, Leipzig e Freiburg) já foram formados grupos de trabalho (GTs), que iniciaram a infra-estrutura básica. Isso significa organizar reuniões e eventos, desenvolver um site e projeto gráfico, criação do manifesto, divulgação e estabelecimento de contato com outros grupos organizados e mulheres em geral. A greve feminista de 8 de março deve ser descentralizada. Queremos encontrar formas de oferecer apoio mútuo e capacitação, para que mulheres em grandes e pequenas cidades, capitais e interior, que participam ou não de grupos (já existentes ou recém-formados), se sintam encorajadas a participar da greve *. (Para saber como mulheres espanholas organizaram sua greve: https://www.eldiario.es/economia/Guia-practica-huelga-feminista-marzo_0_746826101.html)

Eu quero participar! O que posso fazer?

  • Mande email dizendo onde você mora – talvez a gente consiga te conectar diretamente a uma rede local ou a outras mulheres* interessadas. Podemos também te colocar numa lista de discussão, que em breve se tornará uma Newsletter. Nela e no site haverá mais material e informações, sobre como contribuir e atuar antes e durante o dia 8 de março.
  • Converse com suas amigas, conhecidas e colegas sobre a ideia de uma greve feminista. Talvez você queira formar um novo grupo de trabalho local (então nos avise!!!).
  • Convide-nos para reuniões internas ou públicas. Faremos de tudo para estarmos presentes nas reuniões umas das outras.
  • As jornalistas na Espanha lançaram seu próprio manifesto para falar da situação e das demandas das mulheres da categoria. Você pode ler aqui: https://lasperiodistasparamos.wordpress.com/
  • Converse com suas colegas de trabalho e tente criar um manifesto para sua categoria. (Podemos então integrá-lo em nosso site).
  • Passe adiante este convite – queremos nos tornar mais em toda parte na Alemanha!

Nosso contato:
Sobre as coisas que falamos aqui e sobre outras preocupações, dúvidas e ideias. Escreva para gente em frauenstreik@gmail.com

(Homens* também podem escrever para nós – há formas que eles podem colaborar com a greve, desde trabalho de cuidado a ajudar a colar lambes)

Nosso site: www.frauenstreik.org

Saudações solidárias,
Círculo de coordenação da Greve Feminista de Berlim

 

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